Arquivo

Archive for junho \07\UTC 2014

Educação democrática para os pequenos

Se um dia eu tiver filhos, eu me mudo pra Osasco. É que fica lá uma escolinha incrível, vocês já conhecem o Grupo Oficina – Jardim de Infância? Eles estão numa chácara tombada, têm uma área verde imensa com galinha, ovelha, horta, casa na árvore e a cozinha da casa da chácara foi transformada em cozinha-sala de aula para as crianças. Vera Lúcia Midea, a idealizadora, foi coordenadora pedagógica em Ilha Solteira junto com a minha mãe, numa das escolas pioneiras na inovação da organização das atividades pedagógicas do Brasil. Seu marido, Nilson, é o professor de xadrez. Foi ele mesmo que criou o método (detalhe: todas as crianças têm entre 1 e 6 anos de idade!) e construiu um xadrez tamanho real, que elas adoram. A filha deles, Fabiana, é a diretora (ligada à antroposofia). E o filho, Rafael, veio mais recentemente somar esforços com sua experiência administrativa. Hoje foi a festa junina deles, e as crianças estavam aprendendo a vender a paçoca que elas mesmas fizeram. Nessa escola familiar, a sensação de comunidade é muito forte. O tema da festa foi “São João não quer acordar, acorda São João!”, que foi resultado de todo um processo de interação da prof. de Movimentos Corporais com as crianças. Nenhuma imposição de cima para baixo, bem como deve ser uma verdadeira educação democrática. Estou encantada com esses profissionais da educação cheios de amor e muita competência. Conheçam! É de emocionar. Ah, os pequenos têm também aula de Música e Eco-Atividades…
IMG_0544

 

Sobre como melhorar as condições dos professores no Brasil

“- O que pode efetivamente melhorar a condição de trabalho do professor?
– A sua promoção à condição de trabalhador comum. Na verdade, o professor, no Brasil, está abaixo disso. Se fosse um proletário, teria uma melhor condição de trabalho e de vida, pois trabalharia num só lugar e sua jornada seria de 44 horas semanais, e não de até 64 horas, como é permitido agora em SP. E enquanto a jornada de trabalho aumentou, o salário diminuiu. São coisas gritantes, que às vezes os próprios professores não percebem. Dentro da universidade se percebe, só que a universidade não se compromete o suficiente com as soluções da educação básica.”
Entrevista com meu pai, o Professor Celestino Alves da Silva Jr, na revista Unesp Ciência. Leiam!

10259004_10152172449382379_8195681068072199519_o

Categorias:Uncategorized