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INGUINORANÇA

Sejam bem-vindos ao Nossa Língua Brasileira. Criamos essse blog com o intuito de mostrar em detalhes o que pensamos (e fazemos) para reinvidicar nosso direito de falar; detalhes sobre nossos passos, nossa trajetória…

Para começarmos, o texto que nos “incomodou”.

INGUINORANÇA – Clóvis Rossi

SÃO PAULO – Não, leitor, o título acima não está errado, segundo os padrões educacionais agora adotados pelo mal chamado Ministério de Educação. Você deve ter visto que o MEC deu aval a um livro que se diz didático no qual se ensina que falar “os livro” pode.
Não pode, não, está errado, é ignorância, pura ignorância, má formação educacional, preguiça do educador em corrigir erros. Afinal, é muito mais difícil ensinar o certo do que aceitar o errado com o qual o aluno chega à escola.
Em tese, os professores são pagos -mal pagos, é verdade- para ensinar o certo. Mas, se aceitam o errado, como agora avaliza o MEC, o baixo salário está justificado. O professor perde a razão de reclamar porque não está cumprindo o seu papel, não está trabalhando direito e quem não trabalha direito não merece boa paga.
Os autores do crime linguístico aprovado pelo MEC usam um argumento delinquencial para dar licença para o assassinato da língua: dizem que quem usa “os livro” precisa ficar atento porque “corre o risco de ser vítima de preconceito linguístico”.
Absurdo total. Não se trata de preconceito linguístico. Trata-se, pura e simplesmente, de respeitar normas que custaram anos de evolução para que as pessoas pudessem se comunicar de uma maneira que umas entendam perfeitamente as outras.
Os autores do livro criminoso poderiam usar outro exemplo: “Posso matar um desafeto? Claro que pode. Mas fique atento porque, dependendo da situação, você corre o risco de ser vítima de preconceito jurídico”.
Tal como matar alguém viola uma norma, matar o idioma viola outra. Condenar uma e outra violação está longe de ser preconceito. É um critério civilizatório.
Que professores prefiram a preguiça ao ensino, já é péssimo. Que o MEC os premie, é crime.

Contato: crossi@uol.com.br

Não sei pra quê colocar o contato no fim do texto , caro Clóvis… Visto que não responde um e-mail sequer sobre este assunto…

Muito fácil ter influência política e falar sobre o que não sabe… Pessoas tão influentes deveríam saber que para se falar algo em um veículo de comunicação tão importante como a Folha de São Paulo (clique aqui), deve-se pesquisar e se aprofundar no assunto. Falar sem base SIM é inguinorança!

O que vocês acham? Opinem! 🙂

Por Débora P.

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  1. 26/05/2011 às 02:36

    Acho que ele merece uma bela duma resposta.

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